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  • 22/10/2008 -Economia
    Crise: é hora de sair às compras?

    Na última quarta-feira, dia 14, a notícia de que o ex-banqueiro André Esteves comprara a operação e os ativos no Brasil do Lehman Brothers pegou o mercado inteiro de surpresa.

    Ninguém esperava que, em meio a um panorama de pânico provocado pela crise financeira – comparada ao “crash” de 1929, alguém pudesse mergulhar em transações arriscadas e até mesmo sair às compras.

    Muito embora, no mundo dos negócios, seja antiga a teoria de que é exatamente nos momentos de turbulência a hora de enxergar oportunidades. É comum as pessoas terem medo, sentirem-se acuadas. Mas, a história tem nos mostrado que os maiores conglomerados e impérios nasceram em períodos de crise econômica. E sabem por quê? Porque em vez de se recolherem ante a um cenário ameaçador, seus líderes foram visionários.

    Tomaram atitudes arrojadas e corajosas. Ousaram e não olharam para trás. Souberam, acima de tudo, usar a criatividade para ocupar os espaços deixados pelos que bateram em retirada. Apostaram nos ganhos futuros e nas chances de conquistar uma posição mais estratégica frente aos concorrentes. Foram espertos e inteligentes o suficiente ao vislumbrar que todo furacão é passageiro. E mais, entendem que ondas vêm e vão.

    A instabilidade gerada pela crise norte-americana pode sim abrir novas portas. Que o diga Warren Buffett. O megainvestidor aproveitou a crise para adquirir ações baratas de gigantes como GE e Goldman Sachs. Querem outro exemplo? A Gávea Investimentos, gestora de recursos comandada pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, anunciou no começo do mês acordo para adquirir até US$ 130 milhões em ações da Cosan Limited.

    E, segundo entrevista dada por um dos sócios da Gávea ao jornal Estado de São Paulo, seus movimentos não param por aí. “A hora de investir é perfeita, é espetacular”, disse. Não há dúvidas que os baixos preços dos ativos hoje criam oportunidades de investimentos de longo prazo. Basta apenas arriscar. Não existe mistério.

    O que faz uma oportunidade de mercado atrativa é o número de compradores potenciais. Reconheço que na maioria das vezes é preciso ter bala na agulha. Agora, quem está na chuva é para se molhar. Essa é a lógica do universo corporativo.

    Jogar as fichas em time que está ganhando é muito fácil. O desafio é mexer quando se está perdendo. O risco é inerente ao negócio. Por isso, não fique aí parado deixando a potranca premiada passar. Ela pode não voltar nunca mais. Pode ser que o momento seja de liquidações e, então, que tal ir às compras?

    Autor: HSM

    Fonte: Blog HSM

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