8/7/2009 -Economia
Brasil e a produção de alimentos
País necessita duplicar a produção de alimentos até metade deste século. Leia artigo.
Para fazer frente à expansão demográfica, atendendo ao mercado interno e se mantendo como grande exportador, o Brasil precisará duplicar sua produção de alimentos até a metade deste século.
Até 2020, o número de habitantes da Terra aumentará de seis para sete bilhões, o equivalente à população da Índia. Até 2050, serão nove bilhões de pessoas. Trata-se de crescimento, em relação a 2008, equivalente ao dobro do número de habitantes atuais da China. Tais projeções demográficas, do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, evidenciam a importância de encontrar soluções para alimentar, vestir, garantir habitação, saúde e educação para as novas gerações. Dentre todas as necessidades, a alimentação é prioritária, pois se constitui no pressuposto essencial para a manutenção da vida.
É necessário conciliar o atendimento à demanda da alimentação, inclusão social, educação e saúde com a preservação ambiental e uso racional dos recursos naturais. Nesse sentido, é grande a responsabilidade da indústria alimentícia e de toda a sociedade.
Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o Brasil está com a maior disponibilidade de terras agricultáveis sustentáveis. Essa posição implica maior responsabilidade como fornecedor estratégico de produtos agrícolas.
Em 2008, exportamos 33,3 bilhões de dólares em alimentos processados; em 2009, a despeito da crise mundial, a ABIA estima que as vendas externas devam ficar em torno de 30 bilhões de dólares, o equivalente a 23% de toda a indústria brasileira.
Estes números e seu significado para a balança comercial, a criação de empregos e a geração de renda já justificariam, de modo intrínseco, a importância deste fórum.
Contudo, devemos concentrar como objetivo maior o legado para as próximas gerações por meio de um país capaz de oferecer justiça social, vida de qualidade, saúde e educação.
Autor: HSM Online
Fonte: Por Edmundo Klotz (presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação - ABIA)