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  • 22/3/2010 -Economia
    Os principais desafios das empresas brasileiras com a retomada da economia

    Entre os desafios estão a qualificação da equipe, a otimização dos recursos e a identificação de oportunidades

    O ano de 2010 marca a retomada da economia no mundo todo, mas os desafios para as empresas brasileiras ainda são muitos. Dólar baixo, concorrência desleal com a China e alta competitividade do mercado são alguns dos fatores que os executivos do país vão ter que enfrentar. Nesse cenário, a qualificação da equipe, a otimização dos recursos e a identificação de oportunidades são algumas das ações propostas pela consultoria empresarial ProGeps.

    “O impacto do dólar baixo na balança comercial do Brasil traz um efeito danoso ao nosso mercado e ao emprego”, afirma Elzo Guarnieri, presidente da ProGeps. “Com as receitas de exportações reduzidas e os preços de produtos importados mais competitivos, as empresas nacionais precisam rever suas matrizes de custos e identificar claramente processos sem valor agregado”, indica. Guarnieri cita que atividades internas, custos com fretes, níveis de estoques, gastos com manutenção não produtiva e investimentos que não atingiram o retorno esperado precisam ser repensados. “Antes de reagir às conseqüências, é preciso trabalhar em soluções com muita determinação e de forma antecipada”, complementa.

    Apesar da tendência de crescimento nas exportações de commodities, os produtos com valor agregado enfrentam uma concorrência desleal com a China, impactando fortemente nas empresas brasileiras. “Na última década, tivemos uma enorme retomada na capacidade de compra da população, com as classes menos favorecidas inseridas no mercado consumidor”, diz Guarnieri. “Nosso parque industrial teve que se modernizar, mas ainda carece de muito investimento para minimizar o impacto dos produtos chineses, além de ter que lidar com a grande carga tributária no Brasil”, analisa.

    Com a retomada da economia, os recursos disponibilizados estão mais seletivos, e as decisões sobre novos investimentos estão sendo mais bem pensadas, tomadas em colegiado. “A regra é maximizar os investimentos já realizados antes de pensar em novos, além de rever os níveis de retorno planejados com aquilo que está sendo obtido”, aponta Guarnieri. “Investimentos na capacidade de produção levam, em primeiro momento, à elevação de custos fixos, e isto gera desequilíbrio de curto prazo. Assim, é preciso planejar com muita racionalidade investimentos em capacidade, pois ajustes necessários nos custos fixos irão se tornar menos flexíveis”, completa.

    Confira as principais linhas de ação indicadas no cenário atual segundo a ProGeps:

    Qualificação da equipe comercial

    Equipes necessitam estar tecnicamente preparadas para uma boa argumentação comercial. O treinamento para atendimento na venda e na pós-venda precisa ser intenso, já que esse é um dos principais alvos de insatisfação de clientes.

    Otimização dos recursos disponíveis

    Durante os anos 80 e 90, muito foi feito pela otimização, flexibilização e capacitação de recursos humanos e materiais. Agora, é necessário uma melhor preparação dos profissionais para o relacionamento interpessoal, além de treinamento para que entendam as expectativas da clientela e a surpreendam com alternativas criativas que solucionem seus anseios.

    Gestão objetiva

    Os modelos de gestão atuais levaram as empresas a tomarem decisões em colegiado, o que pode ocasionar grande lentidão. Assim, é fundamental que presidentes e CEOs entendam que seus cargos pressupõem o estímulo à diversidade de opiniões entre seus subordinados, sem que isso os imobilize e comprometa a agilidade na tomada de decisões.

    Identificação de oportunidades

    As empresas devem incentivar seus quadros funcionais a buscar oportunidades e melhorias nos processos de trabalho, já que esses têm a seu dispor cerca de 80% dos ativos. Assim, sua atuação pode gerar lucro ou prejuízo, independentemente das idéias de executivos e estrategistas.

    A maioria das instituições apresenta áreas problemáticas, e muitas permanecem ao longo do tempo, sendo até consideradas parte da cultura. Esse é o maior exemplo do conformismo gerencial. Mudanças precisam ser encaradas e conduzidas com determinação, foco, prioridade, planejamento adequado e sustentabilidade. É o caminho a seguir.

    Autor: HSM

    Fonte: HSM

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